Ali estava ela, parada, um copo de vodka na mão e um sorriso amarelo nos lábios. A música alta não fazia com que tivesse vontade de dançar, a companhia não a animava. Mais uma noite para se divertir, mas onde estava a real diversão? Cansada de abraços sem emoção, beijos sem paixão, só pensava em ir para casa, dormir. Sim, o que mais desejava era dormir. Então ele se aproximava novamente, tomando-a em seus braços; fingia muito bem o garoto. Ela não acreditava mais em conto de fadas, entretanto, ainda esperava por uma pessoa que a amasse, quem sabe um dia… Então eles se beijaram, se morderam, se marcaram; o sexo foi comum, nada demais. Ela sempre fazia o que queria, não se importava com o depois, pois naquele momento achava que estava certa. Era dona do próprio destino, das escolhas, das burradas. E já tinha feito tantas e tantas e tantas burradas. Estava cansada, demais, muito cansada, exausta talvez fosse a palavra certa. Pegou a bolsa, tomou o último gole da bebida que repousava no copo abandonado e foi pegar o metrô. Ainda acharia alguém que valesse a pena, só não podia perder a fé, nunca.
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Comentário por Luly Lage 03/03/2011 @ 18:25Saudades ^^